quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Você é escravo de que?

Muito se fala do final da escravidão, mas isso não é verdade.
Antes os homens se dividiam em duas categorias (livre e escravos), mas atualmente essa realidade mudou.

TODOS SOMOS ESCRAVOS!

Os tipos de escravidão têm aumentado quantitativamente de forma assustadora e cada manhã surge um novo tipo de aprisionamento.

Antes era possível com clareza estabelecer no que éramos dependentes.

ERAM BONS TEMPOS.

OS VÍCIOS ERAM RECONHECIDOS COM FACILIDADE e assim a busca da libertação é direcionada.

Hoje, contudo não são assim as dependências, novos vícios, novas prisões, novos castigos, porém sempre velhos problemas da dependência.

PRATO CHEIO PARA OS PSICÓLOGOS que mais e mais tem clientes.

Somos escravos hoje dos celulares (não conseguimos viver sem ele), da televisão, do computador, da internet, dos vídeos games, do telefone, dos relacionamentos digitais, da busca por amigos do passado no facebook, da academia de musculação, da necessidade de relacionamento afetivo, da cantina onde encontramos os conhecidos, dos cartões de crédito, do dinheiro, da bolsa de valores, do trabalho, das igrejas que se transformaram em clube e dos clubes que se transformaram em religião.
Cada final de campeonato fica um vazio na população e com isso percebemos a dependência que isso produz.

Antes o objeto escravizador era definido e se sabia com certeza quem era e o que fazia.

Hoje são tantas as novas opções que perdemos as contas.

As velhas formas de escravidão ainda existem sobre o homem: sexo, dinheiro, comida, inveja, ganância e outras que sempre vêm à mente de cada indivíduo de forma diferente.

Precisamos entender esse processo para iniciar nossa libertação real da maior quantidade possível de itens escravizantes que sofremos, para assim poder nos escravizar com as novidades que sempre aparecerão e assim continuaremos a viver nessa rotina, mas sabendo bem o que nos escraviza e com a nossa permissão do fato.