domingo, 27 de novembro de 2011

ninguém é uma ilha... ...uma vida que vale a pena.



Fazer a vida valer à pena é buscar viver as coisas simples que a vida nos dá,
aproveitando cada momento vivido.
Montar uma árvore de natal com um filho pequeno, rir com um amigo de uma história antiga, jogar bola com uma criança, brincar no chão, sei lá o que te faz feliz de verdade, pois as coisas simples da vida são assim.
Num desses dias vi várias borboletas em um galho de árvore, isso me alegrou muito.
Difícil mesmo é ver a simplicidade da vida com o olhar certo para isso.
Corremos tanto, nos preocupamos tanto, brigamos tanto, pensamos tanto nos outros que esquecemos de ser feliz, nos preocupando com os outros.

Corremos atrás do que dizem que é importante, é a regra do nosso tempo,
carro novo, roupa de marca, coisas modernas, casa maior ou menor, futuro melhor, assistência médica, poupança, ou outra dessas coisas.

Tudo que o capitalismo quer que busquemos ter para conseguir seus lucros (vis).

Precisamos reaprender no mundo moderno a unir os conceitos da simplicidade do passado com a modernidade do mundo atual.

Difícil mesmo é ser tão simples (como bem diz uma canção do teatro mágico.)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

no Brasil amanhã se comemora o dia da consciência negra...


...essa data me deixa muito chateado, pois quando um povo precisa estabelecer uma data para reflexão é sinal que de fato o problema ainda existe.

Nossa nação durante toda sua existência tem deixado pessoas em segundo plano, vivemos aqui um racismo educacional.

Deixe-me explicar: “ o povo brasileiro tem preconceito contra pessoas de baixa condição intelectual.”

Fazemos uma grande distinção (diferença) em nossas falas(ações) sobre pessoas que tem uma formação superiora e as pessoas que não tem.

Um analfabeto é tratado aqui como um infeliz, enquanto o que tem formação superiora é vista como superior.

Ficamos presos a crença que o estudo cria pessoas melhorares, com isso deixamos de valorizar o indivíduo como ser.

O dia da consciência negra a meu ver não é para ser pensado sobre a cor da pele da pessoa, mas sobre a obrigação de todos os brasileiros de dar condições de estudo a todos os indivíduos, sejam negros, amarelos, brancos ou mestiços.

Quando alguém perguntou para Paulo Freire qual era sua raça ele com sua simplicidade sábia respondeu:

“raça? Pertenço à raça humana!”

Encerrando por hoje, precisamos ajudar nossas crianças a buscar entender o valor do ensino e o respeito que ele produz para todos os humanos.

Quando isso ocorrer deixaremos de ouvir/fazer o seguinte comentário:

“Ta vendo o fulano? Ele conseguiu fazer faculdade e hoje tem formação superior, agora vai ser alguém na vida!”

Abraços

pois de fato, como na imagem, todos somos maças.

domingo, 13 de novembro de 2011

As Lutas do Capitalismo.


Para manter o mundo no padrão capitalista é preciso com o tempo fazer ajustes, que criam uma necessidade de reformulação constante, essas mudanças na história sempre criaram "o culpado" que em primeiro momento foi o liberalismo depois passou para o keynezianismo e agora o neoliberalismo.
Precisando sempre arrumar desculpas o capitalismo tenta se manter, mostrando que o problema está no sistema empregado e com isso vai prorrogando a verificação que a falha é o sistema e não na forma de empregá-lo.
O primeiro enfrentamento do capitalismo e a luta por reformas do estado e de suas políticas públicas, de crise em crise, vão vendo o mundo sofrer suas mazelas.
Como segundo enfrentamento do capitalismo a busca é o afrouxamento das rédeas do controle, deixando nas mãos do mercado essa ação demarcatória de limites de ação.
Quando olhamos para o terceiro enfrentamento vemos um interesse pessoal do banco mundial no fim da seguridade social como é implantado pelos governos, afinal querem que o investimento nesse setor seja mais qualitativo que quantitativos beneficiando mais as populações carentes.
Como quarto problema que enfrentam na atualidade é fazer vários governantes acreditarem que esse sistema (neoliberalismo) funciona de fato, pois durante décadas foram bombardeados com a importância do padrão de governo “keyneziano” (o mercado precisa ser controlado), agora tem que voltar atrás e mostrar que o sistema estava errado e a organização global fica melhor nas mãos do mercado que do governo paternalista.
Para encerrar nossa argumentação podemos ver o último grande enfrentamento do mercado, que é conseguir deixar nas mãos do governo só os casos que produzem prejuízo para as empresas e sendo assim tendo o estado que arcar com os grandes custos.
Vejamos o melhor exemplo desse processo: a saúde, hoje os planos de saúde só querem os clientes que estão saudáveis e com isso tem taxas em valores baixos, mas quando esse indivíduo começa a utilizar mais o planos, eles já desenvolvem maiores taxas e com isso lançando o cliente para a rede pública.
Vemos isso nas imposições de preços reverente a idade do assegurado, quanto maior a idade, maior o valor, podendo ampliar em até 10 vezes o preço do assegurado.
De fato o que as empresas querem é só o lucro enquanto o governo assumiria só as despesas do enfermo.
Pois bem, para encerrar esse artigo podemos afirmar que, o grande alvo do capitalismo é mudar o foco dos fatos, sabendo que se a população verificar que todas as crises se dão pelo sistema e não pela forma de aplicação do sistema, passarão a questionar a necessidade do capitalismo e se existe outra forma melhor e mais justa de administrar a vida em sociedade.







Bibliografia consultada.

Ivete Simionato “Reforma do Estado e Políticas Públicas: Implicações para a Sociedade Civil e para a Profissão” disponível em: http://www.portalsocial.ufsc.br/crise_estado.pdf (acesso em 20/10/2011).

domingo, 6 de novembro de 2011

ONG’s – onde isso vai parar?


Durante os últimos 40 anos as ONG’s estiveram na vida da população de uma forma muito visível através de suas ações sociais, em um primeiro momento pela ação das Igrejas, buscando ampliar seus raios de ação evangelizadora e também no processo de conscientização de seus interesses sociais.
Com o passar do tempo grupos não religiosos entraram no comando das ONG’s e começaram a perceber que era preciso uma nova ação, para atingir seus objetivos, apoios foram forjados e o princípio de parceria capital/força de ação foi estabelecido.
Governos, grandes grupos empresariais, instituições de grande porte, começam a fazer parte das ONG’s com o objetivo de propaganda e com isso a filantropia empresarial ou governamental começa a servir de marketing para os governantes, nessa postura a ação social em prol da melhoria da população carente começa a dar lugar a contas bancarias recheadas e a investimentos cada vez maiores, desde que se siga as normas das instituições contratantes.
Esse conceito de contratar grupos prontos para realizar funções sociais as empresas e governos já utilizam a muito tempo, vendendo sua crença as ONG’s começam então a perder suas referencias de trabalho e ação.
Essa ação global de propaganda através da ONG, só serve para mostrar o interesse em usar boas ideias para gerar o conceito do neoliberalismo, “não precisamos do governo”.
Essa ação contudo tem servido para os interesses de grupos que mantém o controle no terceiro setor, essas ações tem beneficiado grupos da classe média que usam o trabalho dos menos afortunados para que consigam manter seus objetivos com base no capital e isso tudo sem um acompanhamento do governo que ainda auxilia monetariamente, porém, não fiscaliza. Criando uma farra dos desvios e interesses políticos partidários e pessoais.

Bibliografia
Com base no artigo: “Fundamentos de Política Social” de Elaine Rossetti Behring,
disponível em: http://www.fnepas.org.br/pdf/servico_social_saude/texto1-1.pdf
(acesso em 30/10/11).