sábado, 20 de agosto de 2011

A Alimentação do Saber Cientifica.



A humanidade sempre se desenvolveu tendo como base a curiosidade, essa ação de “como foi feito” ou “como posso fazer” produziram nos seres humanos o crescimento primário e assim partiram para mudar o mundo a sua volta para “melhorar” sua condição de vida.
Com o passar do tempo foi-se acrescentado ao processo uma nova ação que até nossos dias tem se mantido como principal forma de desenvolvimento científico “a dúvida”.
Essa forma de questionamento primariamente desenvolvida era a de questionar se a informação era verdadeira e depois com o passar do tempo se transformou em uma nova ação questionadora que é a do “como posso melhorar esse processo/conhecimento?”.
Graças a essas novas ações questionadoras sistemas de desenvolvimento e pesquisa começaram a surgir e com eles também, formas de avaliar a sociedade que produziram os sistemas.
Pensadores como Emile Durkheim buscava entender a sociedade através de um conceito comparativo; enquanto Max Weber via a importância de compreender o processo e o que levou a população para aquela ação ou reação criativa; por sua vez Karl Marx buscava em suas pesquisas analisar os pontos por outros ângulos, argumentando, discutindo, filosofando e tudo em busca da verdade por meio da oposição.
Esses princípios de pesquisa mostraram que a pesquisa era fundamental e as metodologias utilizadas para a pesquisa conseguiam estabelecer um padrão para todos os casos utilizados.
Através de um estudo crítico das ciências e teorias já constituídas (epistemologia) começasse o questionamento dos sistemas utilizados e os princípios das análises passam a ser fundamentais. Avaliações das mecânicas utilizadas das teorias e das concepções metodológicas se transformam em quesitos fundamentais para o desenvolvimento da credibilidade dos pontos pesquisados, por essa razão começasse a fazer uma revisita nos pontos já estudados e com um olhar que o alvo primordial, fazer ciência em busca do conhecimento progressivo.
Vários paradigmas científicos começam a ser alterados e formas de pesquisa começam a ganhar força dentro do projeto de pesquisa a ser utilizado.
Uma ação de liberdade cientifica começa a existir e o novo conceito das regras variáveis se torna comum.
Diversas formas de ações servem para o desenvolvimento, estruturalismo, fenomenologia, funcional-estruturalismo, funcionalismo, interacionismo simbólico, teoria crítica e teoria tradicional. Todos começam a não mais competir sobre qual é a melhor, mas servir de amparo para cada fundamentação de pesquisa.
A teoria metodológica do estruturalismo de Ferdinand de Saussure, onde a permanência social e a interrelações e a estrutura social atuam para esclarecer pontos importantes em diversas áreas de pesquisa, antropologia, psicologia sociologia e até o estudo de clássicos.
Por sua vez a fenomenologia com seus princípios de descrever, compreender e analisar os fenômenos sem separar os sujeitos dos objetos, passam também a ser utilizados pelos seguidores de Edmund Husserl.
Para estudos das estruturas sociais Talcott Parsons desenvolve o conceito de importância das forças institucionais e dos padrões culturais que atuam para manter o sistema social vigente e como nome da teoria funcional-estruturalista.
No padrão histórico temos o funcionalismo e suas análises de perspectiva teórico-metodológico onde se vê a sociedade como “um sistema a ser esclarecido”, a ordem e o equilíbrio são um estado normal da sociedade, sendo criado em forma de fusão do senso comum com o consenso moral para assim estabelecê-lo.
Outra forma de buscar entender a sociedade em seus mínimos detalhes é o interacionismo simbólico sua principal ocupação é perceber os símbolos, gestos e a comunicação não verbal onde a linguagem e o significado desses detalhes se procura estabelecer, esse sistema recebe críticas graças a hiper valorização dos detalhes onde se esquece às vezes de perceber o todo das ações humanas (poderes e grandes estruturas).
A escola de Frankfurt com a teoria crítica de Max Horkheimer procurou reunir a teoria e a prática, o método histórico, aceitando as contradições sociais evitando a síntese para fugir do totalitarismo.
Além da teoria tradicional onde o cunho cartesiano se mantém seguindo os padrões de René Descartes.
Cada vez mais em nossa sociedade as pesquisas desenvolvem um conceito de necessidade e urgência, esse princípio de urgência tem feito parte de nossa crença de continuar o desenvolvimento do grupo e partir para os novos conhecimentos e descobrimentos do homem, da humanidade e de nossas ações em sociedade.


Bibliografia consultada.

ARAÚJO, S. (et al). Sociologia Um Olhar Crítico. - “Pensar o Social Hoje”, páginas: 13 a 44. (acesso em 15/08/2011.)

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