terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Perdendo a Referência do Certo e do Errado.

“Um mundo sem um caminho para a humanização.”



Durantes muitos séculos a humanidade sempre se desenvolveu e conseguiu se manter organizada por dois princípios: regras religiosas e a lutas para nos manter vivos e em comunidade.
Grandes guerras, lutas e conquistas fizeram os seres humanos sempre buscar áreas de conforto e começaram a perceber que tendo fronteiras mais distantes era possível ter tranquilidade nos centros de segurança (base dos reinos) que se mantinham protegidos.
Com isso notemos que desenvolvemos o conceito de querer sempre mais e não contentar com o que temos, buscamos ter mais terras, mais dinheiro, mais fortunas, mais poder, para nas eventualidades conseguirmos nos manter em paz e tranquilidade.
Quanto mais batalhas existiram nas sociedades mais o conceito foi desenvolvido, por essa razão os europeus se desenvolveram de forma diferente dos outros povos, com uma religião impositiva (Deus único que não aceita concorrência) e uma necessidade de vencer sempre e conseguir fronteiras cada vez maiores e mais distantes das sedes governamentais, surgiu o princípio dos impérios.
Esses povos aprenderam desde cedo que dominar as outras nações era fundamental para manter a harmonia dentro de suas fronteiras (guerreamos para conseguir a paz).
Graças ao desenvolvimento humano as guerras foram sendo substituídas pelas negociações e com isso as fronteiras começaram a ser preservadas e os limites territoriais constantes produziram uma fonte de conforto (zona de conforto).
A grande questão é que graças aos hábitos do homem em adquirir bens e fortunas para momentos de guerras e catástrofes, produziram um conceito de sempre querer adquirir capital a qualquer custo.
A humanidade mudou, mas nossos hábitos de guardar capital não, sendo assim começamos a notar a possibilidade de usar os recursos para outros fins e desenvolvemos as novas fronteiras, as fronteiras sociais (status).
Começamos então a ver os homens pelos bens que possuem e determinar a importância das pessoas pela capacidade de ter e reter bens (roupas, sapatos, carros, casas, jóias e até locais de alimentação). Desenvolvemos uma nova forma de ver os homens, antes pelo poder de luta, hoje pelo poder de acumulo de capital.
Vemos nosso trabalho hoje como um ponto de batalha e conquistas, é comum ouvir de trabalhares termos que são comuns em batalhas.
Desenvolvemos o capitalismo e depois gostamos de ter o controle das pessoas.
Muitos empresários fazem negócios pelo prazer de negociar e ter a sensação de aquisição e conquista que hoje não é possível atingir com as guerras inexistentes.
Quando olhamos para as nações e onde elas se encontram, notamos os padrões de conduta e controle que cada uma toma. Vejam os maiores países capitalistas do mundo e notemos que o sistema capitalista sempre se desenvolve mais onde existem muitas catástrofes.
Quanto maior o número de catástrofes, maior a necessidade de acumulo de capital e do controle de capital estrangeiro.
O grande problema é que onde não existem catástrofes o povo não consegue ver a necessidade de um grande acumulo de capital, buscando viver e aproveitar os momentos para a diversão e lazer.
Precisamos também pensar que o controle intelectual do mundo está nas mãos dos grupos que controlam o capital e assim desde muito cedo somos catequizados a viver e a buscar guardar bens e dinheiro, “reconhecendo” a importância do capitalismo.
Temos ficado presos ao capital e na falsa crença que o capitalismo é o melhor para o mundo todo.
Sem as guerras, sem as lutas de classes, sem a interferência, o que sobrou aos grupos acostumados as conquistas foi à busca pelo aumento do capital, depois de atingirem uma nação começaram a buscar outros e mais outros, comprar empresas derrotadas, se unir/fundir a empresas que não poderiam vencer.
Hoje também temos guerras, mas são de outro tipo, é a guerra da informação, da manipulação, dos interesses, dos maiores lucros, da escravização de produtos e dos monopólios.
Tudo em nome do capital, tudo em nome da grande empresa, temos deixado as pessoas em segundo plano para colocar as corporações (lucros) no primeiro lugar.
Buscamos no capitalismo sempre desenvolver uma postura de controle e conquistas. Por essa razão desenvolveram o controle e nós ficamos presos a cultura do capital e a fortunas de poucos.
As grandes empresas, a globalização, o poder imperialista que sempre manipulam em prol de determinado grupo, só produziram a necessidade de se estabelecer órgãos de controle fora das nações, que cada vez mais estão perdendo a força e domínio graças ao neoliberalismo e as empresas que já não pertencem a uma nação, essas empresas mundiais, hoje tomam conta do mundo e assim não podem ser controlada por uma única nação, aprenderam a manipular o sistema a controlar as nação onde se infiltram e o fazem através de doações de campanhas, manipulação de deputados e senadores, busca de informações privilegiadas e subornos.
Estamos vivendo uma nova realidade mundial e um processo de mudança de postura e controle mundial. Onde a humanidade fica em segundo plano e as conquistas estão sempre em primeiro lugar e é nesse contexto que entra a América Latina com sua baixa taxa de catástrofes, alto índice de religiosidade e um povo sem conhecimento das ações mundiais e conceitos empresariais.
Estamos a mercê de grupos que manipulam nossa cultura, nossos gostos, nossos hábitos alimentares e também nossas diversões.
Nossa educação, alimentação e cultura são norte americanos.
Nossas crenças são padronizadas por princípios judaicos/cristãos.
Nossas praticas esportivas são européias.
Nosso gosto musical é uma mistura de outras culturas e quando não pertence a eixo euro-americano é visto como sub musicalidade.
Hoje o povo Latino Americano é vista como um grupo que podem dar muitos lucros as “grandes” nações.
Nossas bolsas são manipuladas, nossas economias são achincalhadas e nossa gente está à mercê dos interesses de minorias.
Essas questões nos deixam nas mãos de alguns e assim temos pouca chance de nos libertar de uma realidade que não é nossa, mas tem grandes interesses em nos amarrar nesse sistema globalizado, globalizante e capitalista, mas com tudo isso acontecendo ficamos presos a uma verdade absurda que a sociedade esta perdendo a referência do certo e do errado, afinal temos colocado as pessoas abaixo das posses e do dinheiro. Quando isso ocorre, é sinal que a vida perdeu o valor, e o que vale é o que se tem e não o que se é de fato.

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