Uma Nação que precisa de mudança de conceitos.
Mais do que leis como a de 1985 e a lei Maria da Penha, nossa nação precisa de uma mudança de atitude quanto à criação e educação da família, onde a mulher precisa ser tratada como igual e não como alguém submissa aos interesses masculinos.
Os homens desde os primórdios se habituaram a usar as mulheres, com a força física, depois com o medo e por fim com o uso dos princípios religiosos. Durante sua vida o homem catequiza a mulher lançando normas de vida para um mundo masculino onde a mulher serve para obedecer e cumprir os caprichos do acho da espécie.
As mulheres, em sua maioria, se acostumaram com as regras e normas impostas e assim são abusadas e atacadas em seus direitos, desejos e vontades.
As condições de trabalho para a mulher são muito piores que as do homem, afinal, a mulher executa jornada dupla não recebendo dignamente por seus esforços e competências. Vejamos as dificuldades de uma mulher nas empresas: ela é obrigada a ter uma qualificação melhor que a masculina e mesmo assim recebe menos e não é devidamente reconhecida nos momentos de promoção. Quando cumpre seu papel de profissional capaz, é vista como igual, mas, se falha, as questões tribais tornam a vir à tona e ela é vista como alguém inferior que se meteu onde não devia.
No casamento, é vista como alguém que deve ouvir e obedecer a ordens e aquelas que não seguem esses padrões recebem diversos conselhos para mudar de postura ou então, ficam com a fama de mandona e exploradora do marido.
O trabalho da casa nunca na história foi reconhecido como algo digno de crédito e é uma ação contínua e constante, pois nunca tem fim e sempre é visto como algo não digno de reconhecimento (não temos o hábito de agradecer a limpeza da casa. Vemos isso como uma obrigação de quem fica.)
A carreira profissional da mulher é sempre prejudicada, pois os homens dificilmente deixam de trabalhar quando o filho fica doente, sendo assim elas tem que se multiplicar para conseguir atingir a excelência profissional.
A religião por sua vez é o meio que a sociedade atual usa para poder castrar a mulher dentro da sociedade machista; os homens usam desse meio para impor ao sexo feminino a inferioridade. Tudo começa com a colocação da mulher como sexo frágil, depois como uma pecadora indigna, emocional ao extremo, limitada, não apta a dirigir pessoas, não digna ao ensino e por fim, devendo obedecer a seu marido em tudo, sendo submissa e companheira aos desejos e caprichos dele.
Diante dessas colocações, percebemos que cada mulher vive em um estado de depreciação do ser mulher, sendo assim, ficando a mercê da sociedade que a usa como um objeto que pode ser trocado por outro.
Piadas, ridicularizações e escárnios sempre vêm para denegrir a feminilidade e a postura da mulher na sociedade que vivemos e é por isso que necessitamos de uma mudança de postura e igualdade de fato, sabendo que cada mulher deve ser tratada como um ser livre e capaz de fazer suas escolhas, sem com isso ser condenada pela sociedade que durantes séculos a escravizou e manipulou com o nome de “feminilidade”.
isso só vai mudar no momento que as mulheres entenderem sua posição e importância e passar a exigir seus direitos de igualdade e liberdade.
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