
Num dia desses, estava eu dirigindo pela Avenida dos Estados (Santo André), quando do nada apareceram dois motoqueiros, um pela direita e outro pela esquerda.
Para facilitar a passagem do motoqueiro da direita, abri para a esquerda e foi quando ouvi a buzina do outro motoqueiro.
Fez gestos, reclamou e por fim foi embora.
Depois daquilo comecei a pensar nessa profissão e percebi que eu me esqueci de ver que embaixo de cada capacete existe um ser humano.
Foi quando pensei em uma campanha de humanização do motoqueiro.
Notei com isso que graças as roupas típicas que usam e o capacete, nós esquecemos de vê-los como pessoas e esquecemos que eles tem família, sonhos, desejos de uma vida e a moto é a forma que usam para andar por esse caminho de buscar seus sonhos, ganhar dinheiro e conseguir dar um futuro melhor para os filhos e a esposa(se forem casados).
Comecei a pesquisar e percebi que eles têm jornadas de trabalho que ultrapassam 14 horas dia: manhã, tarde e noite “em pizzaria”.
Stress, cansaço, insatisfação no final do mês quando recebem os salários e descobrem que depois de trabalhar tanto ainda o dinheiro é curto.
Chegam a rodar por dia em São Paulo 300 Km!
Ficam extremamente felizes em receber caixinhas, depois das entregas das pizzas, e em alguns caos é com elas que conseguem abastecer suas motos.
Só conseguimos ver sua humanidade quando foram atropelados ou estão, caíram de moto e com isso ficam estendidos no chão sem capacete.
Precisamos ver essas pessoas debaixo do capacete e melhorar a relação que existe atualmente entre motorista e motoqueiros, afinal, em baixo de cada capacete existe um ser humano.
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