
Durante os últimos 40 anos as ONG’s estiveram na vida da população de uma forma muito visível através de suas ações sociais, em um primeiro momento pela ação das Igrejas, buscando ampliar seus raios de ação evangelizadora e também no processo de conscientização de seus interesses sociais.
Com o passar do tempo grupos não religiosos entraram no comando das ONG’s e começaram a perceber que era preciso uma nova ação, para atingir seus objetivos, apoios foram forjados e o princípio de parceria capital/força de ação foi estabelecido.
Governos, grandes grupos empresariais, instituições de grande porte, começam a fazer parte das ONG’s com o objetivo de propaganda e com isso a filantropia empresarial ou governamental começa a servir de marketing para os governantes, nessa postura a ação social em prol da melhoria da população carente começa a dar lugar a contas bancarias recheadas e a investimentos cada vez maiores, desde que se siga as normas das instituições contratantes.
Esse conceito de contratar grupos prontos para realizar funções sociais as empresas e governos já utilizam a muito tempo, vendendo sua crença as ONG’s começam então a perder suas referencias de trabalho e ação.
Essa ação global de propaganda através da ONG, só serve para mostrar o interesse em usar boas ideias para gerar o conceito do neoliberalismo, “não precisamos do governo”.
Essa ação contudo tem servido para os interesses de grupos que mantém o controle no terceiro setor, essas ações tem beneficiado grupos da classe média que usam o trabalho dos menos afortunados para que consigam manter seus objetivos com base no capital e isso tudo sem um acompanhamento do governo que ainda auxilia monetariamente, porém, não fiscaliza. Criando uma farra dos desvios e interesses políticos partidários e pessoais.
Bibliografia
Com base no artigo: “Fundamentos de Política Social” de Elaine Rossetti Behring,
disponível em: http://www.fnepas.org.br/pdf/servico_social_saude/texto1-1.pdf
(acesso em 30/10/11).
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