segunda-feira, 23 de maio de 2011

Escola que Não Produz Questionamentos.

Fiz uma pesquisa em dois tipos de escola pública e privada e lá reparei que existem professores apaixonados por ensinar, mas com algumas diferenças.
Em minha pesquisa visitei três escolas sendo elas duas do estado e uma da rede particular.
Foram entrevistados onze professores do ensino médio e fundamental contando também com três professores que ensinam tanto para o ensino médio como para o fundamental da rede pública.
Três professores têm sua formação em letras, quatro em matemática, dois em artes, um em história, um em química.
As duas escolas estão localizados em bairros distantes do centro de Santo André, em média de vinte minutos de carro do centro.
Já a escola particular está a cinco minutos do centro.
Enquanto na escola pública os clientes se distinguem em pessoas de diversas classes sociais variando da classe “B” à classe “E”, na escola particular o público é o da classe B exclusivamente.
Nossos professores questionados mostraram uma diversidade de opiniões e uma postura de diferenciação muito grande entre os da escola pública e privada.
Enquanto os alunos da escola privada estão com o objetivo de se desenvolver e conseguir um objetivo que desde cedo é direcionado pela família, os alunos da escola pública vão para a escola com a obrigação de estar lá e de conseguir um diploma.
As crianças da escola privada têm prazer em ir para a escola enquanto as da escola pública são obrigadas a fazê-lo.
Ao perceber essa diferença que é fundamental na ação da aprendizagem comecei a perceber que aí existia uma grande diferenciação no pensar das crianças.
Comecei então a realizar um processo de questionamento entre o que diferencia uma criança da rede pública de uma criança da rede particular.
Algumas respostas surgiram como: a educação que a criança recebeu, o número de alunos por sala, o respeito aos mais velhos, o número de adultos por criança no ambiente escolar.
Dentre essas respostas pude perceber que existem sim alguns fatores que são preponderantes na educação e o principal deles, a meu ver, ainda não foi citado.
Que a situação de evolução tecnológica no ambiente social.
Nossa sociedade está forrada de tecnologia, em todos os lados podemos ver diversos pontos de inovações tecnológicas e de conhecimento que minam da redes de comunicação, nossos alunos em seu dia-a-dia estão presos a sensação que a informação está a um “click” e com isso se acham capazes de aprender diversas coisas em diversos momentos sem precisar com isso ir a escola que é mal cuidada, com baixa luminosidade, com professores sem a possibilidade de utilização de meios tecnológicos em todas as aulas e ainda sem o reconhecimento devido vindo através de salários dignos e respeito por parte dos pais e direção das escolas públicas.
Nas escolas particulares as crianças são incentivadas a se desenvolver em meio a tecnologia, enquanto na pública ainda é pedido que o os alunos escrevam os textos a mão.
As pesquisas, passeios e visitas são feitas de forma rara na escola pública enquanto na rede privada é algo habitual.
As crianças da rede particular vêem os professores como amigos e alguém que podem contar, enquanto isso na escola pública os alunos são adversários dos professores e são capazes de responder errado nas provas de avaliação só para os professores não receber o bônus que é dado pelo governo como uma forma de encobrir o baixo salário e o desrespeito mostrado a classe de professores.
Claro que a educação que a criança recebeu em casa, o número de alunos por sala, o respeito aos mais velhos, o número de adultos por criança no ambiente escolar influenciam na ação da aprendizagem, nas escolas públicas as crianças em sua maioria não tem uma boa educação de base por essa razão não entendem conceitos simples de companheirismo, respeito ao próximo e o respeito a autoridade em sala de aula, o professor.
Quando esse processo é magnificado com um número abusivo de crianças por sala, para o ensino do professor, os alunos se sentem em uma situação de maioria plena e assim fica muito mais difícil ensinar e fazer as trocas de conhecimentos propostas por Paulo Freire, ficando o professor obrigado a utilizar o sistema da educação bancária. Ao juntar esse processo com a falta de respeito ao mais velho (no caso o professor) é comum haver agressões verbais por parte dos alunos, que nem entendem a besteira que estão fazendo, conduzindo em alguns casos até agressões físicas aos professores.
Por viver uma nova realidade de liberdade, sem a presença dos pais, mesmo os alunos com uma boa educação de base se vêem no direito de fazer o mesmo já que o companheiro de sala também age assim, criando então um problema muito maior.
Outra reclamação comum é o fato do número ser mínimo entre adultos e crianças/adolescentes por perímetro, em algumas escolas a proporção é de 50/1. ficando muito difícil o controle e também a sensação no aluno que ele está sendo percebido em cada uma de suas atitudes.
Já na escola privada a educação que a criança recebeu em casa, o número de alunos por sala, o respeito aos mais velhos, o número de adultos por criança no ambiente escolar ficam dentro de padrões internacionais dando ao professor uma tranquilidade de atuação e capacidade de ensino pleno, mesmo quando não se usa o sistema freireano de ensino.
As reclamações nas escolas públicas passam desde a baixa iluminação, inda para a falta de interesse dos pais e se encerrando na material de trabalho de baixa qualidade (lousa e giz), cadeiras destruídas por alunos, baixos e falta de postura de companheiros de profissão.
Enquanto isso na escola privada a reclamação é, só em alguns casos, a necessidade da jornada dupla de trabalho para aumento de renda.
Quero concluir esse material com a seguinte indagação: como é possível ao professor do estado diante de tantas dificuldades, conduzir os alunos a principal função do saber que é produzir questionamentos para que o aluno possa então buscar o conhecimento?
Sendo assim temos ainda questionados os professores, lançando sobre eles uma culpa que não tem por uma escola que não produz conhecimento.






Bibliografia consultada
Freire, Paulo. - Pedagogia do Oprimido
http://www.letras.ufmg.br/espanhol/pdf%5Cpedagogia_do_oprimido.pdf acesso em 08 03 2011

Greimas, Algirdas Juliem, Semiótica e Ciências Sociais – Editora Cultrix – 1981.

2 comentários:

  1. JAQUELINE RIBEIRO DOS SANTOS3 de setembro de 2011 às 16:38

    na escola partícula é tudo em grupo em equipe é outra convivência outro modo de falar outros pensamentos outras atitudes

    na escola publica os alunos vai só para poder ocupar um lugar para criar volume na sala de aula muito são inúteis, muitos vão pelos os pais que obriga ir

    na escola particular os alunos se interessa aprender são amigos dos professores tem um dialogo os professores, e eles acaba aprendendo muito mais com isso

    na escola publica os alunos muitas das vezes briga com os professore na sla de aula não se interessa para entregar as atividades

    na escola publica esta faltando questionamento com os alunos e ate mesmo com os professores.

    E.E. PROFESSOR JOSÉ CARLOS ANTUNES

    NOME:Jaqueline Ribeiro dos Santo N°9 SERIE:1°G

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  2. aff menina aprende a escrever e esse além de não ser o trabalho está exposto no local errado :S

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