quinta-feira, 19 de maio de 2011

Para Uma Ação Renovadora do Ser!

Nossa sociedade foi ensinada a crer que é livre, vive pensando que os outros povos são escravos.
Escravos da cultura, escravos de ditadores, escravos dos comunistas, escravos! , gente enganada!
Durante a maior parte do tempo acreditamos que os errados são os outros e nós os sábios do mundo.
Aproveitamos o melhor de cada cultura e desenvolvemos aqui o que a vida tem de melhor.
Pensamos que estamos “por cima da carne seca” como dizem alguns, só que estamos vivendo uma realidade que a muito foi estabelecida pelos governantes, a não valorização do saber, nossas crianças estão historicamente presas a vida do desinteresse.
Nossos professores são desestimulados a ensinar e são desrespeitados como profissionais do ensino.
Por essa razão é comum perceber que no país existem pessoas que tiram proveito do povo sabendo que nunca conseguirão se unir para buscar seus direitos, e qualquer um que tente se levantar logo é levado para participar do esquema e assim aproveitar as oportunidades que podem usufruir da sociedade que participam.
As escolas de qualidade são para os escolhidos e a grande massa tem o ensino, mas um ensino de baixa aceitação.
Sabendo que o saber é capaz de abrir os olhos, ouvidos e mentes dos participantes do conhecimento podemos perceber que o que está em jogo de verdade não é simplesmente a capacidade do indivíduo se libertar de suas falsas crenças arcaicas, mas de uma real liberdade do sistema que aprisiona o cidadão em um mundo de subemprego, sub-cultura, sub-lazer e sub-liberdade.
Estamos com nossa gente presa ao trabalho em empresas que terceirizam o serviço e assim conseguem atuar livres dos sindicatos, livre dos salários dignos e o pior com a ajuda do medo do peão perder o emprego, assim fazem o que querem e estabelecem as regras que destroem todo o conceito de dignidade humana.
Lançam aos funcionários uma carga de trabalho indigna e ainda o tiram da possibilidade de desenvolver outras habilidades, pois dentro das empresas o obrigam a atuar sempre nas mesmas funções e as horas extras servem para deixá-lo tão cansado que o mundo que o cerca fica inatingível, preso ao saber que a empresa libera e a verdade que o patrões desejam, eles então, entram em um processo de catequização ideológica, onde o principal sonho é trabalhar muito para conseguir ser contratado como funcionário da empresa e não mais de uma terceira.
Os incentivos ao conhecimento, desenvolvimento social, artes e demais itens que poderiam transformar suas vidas são deixados de lado e até as informações da TV são escolhidas pela chefia para que nada seja tirado do eixo da crença empresarial.
Seu lazer passa então momento mais simples do termo, o DESCANSO, para que consiga no início da próxima jornada dar conta das obrigações que a empresa exige dele como profissional, sem folga real, só descanso do corpo para voltar a produção.
Empresas que estão preocupados com o auto-escalão, e esse grupo tem todas as vantagens que a instituição pode oferecer.
A principal vantagem é a dignidade que deveria ser um direito de todos, os trabalhadores de fato são vistos como números e a chefia como deuses que tem nas mãos a capacidade de transformar pessoas sem futuro certo em alguém que pertence ao quadro da empresa.
Quando esse homem trabalhar sonha em ter uma vida melhor ele espera a possibilidade de criar seus filhos e dar uma boa educação para cada um deles, mas a sociedade por sua vez faz diferente e tira dele o direito de ser livre, fica preço a crença que aquele subemprego na terceirizada é o único escape que tem e nunca será capaz de mudar sua vida.
Nossas escolas públicas estão se transformando em oficinas de produção para essas empresas, com pessoas longe do objetivo de liberdade e de conhecimento, nossos jovens por sua vez vivem uma realidade do jovem que a falsa crença que a história dele será diferente da de seus pais, mas continuam a seguir pelos mesmos caminhos esperando que com eles tudo há de mudar.
Com isso não recebem em casa a devida valorização do conhecimento que a escola produz, não recebem o direcionamento que os professores são amigos e estão ali para fazer da vida deles uma vida melhor e para auxiliar na escolha de um futuro mais digno.
Não entendem que a liberdade virá de fato quando estiverem prontos para entender cada caminho e poder escolher por onde querem trilhar e não mais ficar a mercê de lideres religiosos, políticos, de fábrica ou mesmo de gangues que determinam quem deve viver ou morrer em meio a comunidade.
Nos últimos dois séculos nossa gente foi conduzida como bois que caminham para o abatedouro sem perceber que estão indo para aquele lugar pelas próprias pernas e seguindo o caminho achando que são livre e seus guias são pessoas que querem o seu bem.
Nossa população está morrendo e ainda achando que são livres e seus líderes são as melhores pessoas do mundo, com isso deixam de notar que os professores não são os carrascos, mas os verdadeiros libertadores que podem conduzir a população a um processo de fim da escravatura que vivem e nem notam.

















Bibliografia consultada
Freire, Paulo. - Pedagogia do Oprimido
http://www.letras.ufmg.br/espanhol/pdf%5Cpedagogia_do_oprimido.pdf acesso em 08 03 2011

Greimas, Algirdas Juliem, Semiótica e Ciências Sociais – Editora Cultrix – 1981.

Nenhum comentário:

Postar um comentário