quinta-feira, 19 de maio de 2011

Metas x Objetivos “da deseducação do cotidiano para uma tentativa de educação”.

Graças a nossa competitividade todo ser humano tenta o tempo todo superar os seus limites e quando não consegue é, mais que, comum apontar as falhas para o fracasso, ou então, o não total êxito.
Na educação de nossas crianças e jovens é a mesma coisa estamos presos a insatisfação dos insucessos, professores culpam diretores, diretores culpam professores, pais culpam a escola e cada novo índice de avaliação, o processo de ebulição volta a boca do vulcão que quer explodir.
Estamos vivendo dias diferentes, onde a humanidade está tentando se adaptar a essa nova realidade tecnológica, nova realidade das mães saindo a caça (trabalho), dos pais ficando em casa trabalhando em computadores, dos avós, vivendo mais que 50 anos, das pesquisas feitas em tempo real pelo Google, pelas dúvidas esclarecidas pelo pergunte ao Yahoo, pelas TV pagas que passam o tempo todo programas educativos como “the History”, além das revistas, jornais, da religião que desmascarada vem perdendo a força de mandar e o medo fazer o povo obedecer e tudo mais que muda tudo o tempo todo!
Essas mudanças no mundo pós-moderno (se é que podemos chamar assim) prefiro chamar de descoberto, tem deixado os professores em uma situação de insegurança para os adultos que acham que sabiam e tem certeza que não sabem nada, dos jovem que acham que sabem tudo e ainda não entendem que a vida é maior que seu mundinho adolescente, dos diretores que tem uma obrigação gigantesca de preparar a estrutura da escola diante das mudanças do mundo que nós nem sabemos direito quais serão e por fim do professor que está em uma situação de ensinar diante de uma realidade onde o saber parece que flutua no ar. (e flutua mesmo!)
Enquanto o mundo está preso em uma realidade tecnológica e as casas cada vez mais tem máquinas, os alunos têm micro computadores, que também são chamados de celulares, o professor está preso ao princípio “livro, lousa, giz”, com cobranças de qualidade de ensino e desenvolvimento de interesse nos jovens que estão explodindo em hormônios e curiosidade.
Diante disso os alunos ainda estão passando por uma situação de falta de estrutura familiar, onde os pais não conseguem exercer autoridade histórica de repressão, os avós não entenderam a mudança do mundo e continuam a agir no sistema antigo e as leis voltadas às crianças e aos adolescentes. Tem deixado a situação ainda mais confusa para os pais e professores, que não aprenderam ainda como lidar com essa situação.
Para a direção das escolas o problema e a falta de ação dos professores que não conseguem desempenhar seu papel de docente, pois, a direção ainda está vivendo nos padrões antigos do ensino.
Essa analise da direção é real, pois, os professores ainda não conseguiram entender as mudanças do mundo e nem como criar interesse nesses “cyber alunos” que de forma fácil perdem o interesse da vida acadêmica com a fácil sensação que depois conseguem recuperar as informações da aula no Google, a direção por sua vez está de mãos atadas e sem saber como resolver esse imbróglio, os pais ausentes estão presos a tentativas dos filhos serem educados nas escolas.
Diante do imenso problema os secretários da educação estão tentando resolver as questões com os sistemas que tem em mãos, incentivo, bonificação, entre outras formulas estão sendo usadas para tentar mudar o sistema de aprendizagem, mas sem conseguir atingir os objetivos.
As crianças e adolescentes estão a mercês da própria sorte. Estão presos na fase da vida que tudo vai dar certo e todos serão milionários em 5 anos, fato que descobrirão não ser real em pouco tempo.
Agora estamos presos em um estado de vivência e precisamos rever nossos conceitos e refazer nosso sistema de ensino, as escolas terão um novo papel no mundo onde o conhecer deverá ser feito de forma natural e através das mídias, onde o conhecimento dos alunos deverão ser questionados e ampliados pelos meios de informações mundiais.
Novas línguas, novos saberes, nosso sistema de ensino, nova educação.
Nesse novo processo os meios de informação serão utilizados de forma plena mesmo para crianças não alfabetizadas, mas como forma de alfabetização.
As crianças terão as pesquisas envolvidas com o prazer de aprender por jogos educacionais que instiguem a necessidade de conhecer mais e melhor a física, a química, a matemática, o português, o inglês, o alemão, o japonês, o Frances, a sociologia, a filosofia, a geografia, a história e tudo mais que precisem aprender.
Com esse novo mundo que desenvolvemos precisamos desenvolver também o novo sistema de ensino, assim como fizemos no final do século XIX e repetimos no século XX, esses mudanças tem de ser feitas e nós temos a obrigação de realizá-las agora para produzir um novo avanço do saber, quando lancei o tema “Metas x Objetivos “da deseducação do cotidiano para uma tentativa de educação.” ”, quis mostrar nossa real situação de despreparo e deseducação diante de um mundo que mudou, estamos tentando agir com um professor do século XX ensinando os alunos no conhecimento científico do século XV, perda de tempo!
Precisamos ensinar nossos alunos sobre o século XXI com os saberes do século XXI, “cyber aluno” precisa de “cyber professor” para aguças e desenvolver novos princípios de vida e de conhecimento.
Por essa razão temos sim que traças uma nova meta para atingir com o objetivo de desenvolver o prazer do saber utilizando para isso um novo conceito de provas com consultas a internet, trabalhos feitos através do que pensa o aluno sobre o tema e não o que o pensador do século XIX dizia sobre isso, como alguns de nossos jovens pensam que “ como alguém do século XVIII poderia afirmar algo importante para o século XXI?”, precisamos mostrar estes pensadores sobre assuntos atuais.
Melhores salários os professores devem ter mesmo, sem o quesito de bônus, mas pelo quesito dignidade de quem se dispõe a ensinar.
Nunca conseguiremos resolver o problema da educação se mantivermos nossas cabeças no sistema de ensino que foi utilizado com sucesso no passado, pois estamos diante de um novo salto da humanidade, salto esse do saber, para isso temos que fazer uma nova escolha, e nova escola, e desenvolver um novo princípio de conexão entre o saber e a educação, para quais todos nós ainda não estamos educados.




Bibliografia consultada:

1) GENTILI, Pablo. Neoliberalismo e educação: manual do usuário. Disponível em:
http://www.cefetsp.br/edu/eso/globalizacao/manualusuario.html
Último acesso: 16/03/2011
2) Entrevista com a Secretária de Educação do Estado de
São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro, publicada
na Revista Veja, disponível em:
http://veja.abril.com.br/130208/entrevista.shtml
Último acesso: 16/03/2011
3) Leitura da L.D.B.E.N. nº 9394/96, artigos 1 a 28,
Disponível no link http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm
Último acesso 21/03/2011
4) Vitor Henrique Paro Estrutura da escola e prática educacional democrática,
disponível em http://www.anped.org.br/reunioes/30ra/trabalhos/GT05-2780--Int.pdf (30ª reunião da Anped)
(acesso em 21/03/2011)

5) Freire, Paulo - Pedagogia do Oprimido. Link do texto:
http://www.letras.ufmg.br/espanhol/pdf%5Cpedagogia_do_oprimido.pdf
(último acesso 21/03/2011.)

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